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Gonçalves Dias

1º) (UEM 2015) Assinale o que for correto sobre o poema e sobre a obra do autor, Gonçalves Dias.

                    Sobre o túmulo de um menino

O invólucro de um anjo aqui descansa,
Alma do céu nascida entre amargores,
Como flor entre espinhos! – tu, que passas,
Não perguntes quem foi. – Nuvem risonha
Que um instante correu no mar da vida;
Romper da aurora que não teve ocaso,
Realidade no céu, na terra um sonho!
Fresca rosa nas ondas da existência,
Levada à plaga eterna do infinito,
Como of´renda de amor ao Deus que o rege;

Não perguntes quem foi, não chores: passa.

(DIAS, Gonçalves, Melhores poemas. São Paulo: Editora Global, 2013, p.122)


01) Gonçalves Dias, um dos mais importantes escritores do Romantismo brasileiro, representante da geração que iniciou a poesia romântica no país, além de grandes poemas indianistas, como “I-Juca Pirama”, “O canto do Piaga”, entre outros, produziu poemas lírico-amorosos nos quais cantava as dores do amor, a saudade e o sofrimento, temas observados em “Ainda uma vez – adeus!” e “Seus olhos”, por exemplo.
02) No poema transcrito, o modo de composição poética escolhido pelo poeta para tratar do tema da solidão foi a forma fixa denominada soneto, em razão da justaposição de doze versos, caracterizados como redondilhas menores (cinco sílabas métricas), responsáveis pela fluência e rapidez do ritmo bem como pela leveza do poema, em íntima relação com o tema.
04) A leitura do poema permite o reconhecimento da característica predominante na obra de Gonçalves Dias, a religiosidade. O eu poético, frente à morte do menino, em tom de lamento, aponta a religião como única forma de redenção do ser humano. Comprovam essa afirmativa expressões como “um anjo aqui descansa”, “alma do céu”, “realidade no céu”, “of´renda de amor ao Deus”.
08) O título do poema apresenta a situação final (morte) do menino condensada poeticamente – o eu poético pede categoricamente ao transeunte (“tu, que passas”) que nada pergunte sobre quem está no túmulo (“Não perguntes quem foi.”). Os versos do poema confirmam essa situação referindo-se à morte a partir da formulação de imagens poéticas que indicam a passagem rápida da criança pela vida: “Nuvem risonha/ Que um instante correu no mar da vida”, “Romper da aurora, que não teve ocaso”, “Realidade no céu, na terra um sonho”.
16) O eu poético apresenta a vida do menino de forma figurada, com uma sucessão de metáforas que, por um lado, celebram a criança por meio de imagens positivas (“nuvem risonha”, “romper da aurora”, “na terra um sonho”, “fresca rosa”), e, de outro, configuram o mundo difícil em que foi lançado (“no mar da vida”, “não teve ocaso”, “nas ondas da existência”).

Geometria Analítica

1º) (UPE 2015) No sistema cartesiano, seja a circunferência C de equação x2 + y2 + 6x - 2y = - 6. Qual a equação da circunferência C’ simétrica de C em relação à origem do sistema?

a) x2 + y2 - 6x + 2y = 4
b) x2 + y2 - 6x - 2y = - 4
c) x2 + y2 + 6x + 2y = - 4
d) x2 + y2 - 6x + 2y = - 6
e) x2 + y2 + 6x + 2y = - 6

2º) (UEM 2015) Considerando uma reta s e uma circunferência C de centro Q e raio r, assinale o que for correto.

01) Se existir P∈s tal que a distância de P a Q é r, então s é tangente a C.
02) Se s é secante a C, então existem dois pontos P1 e P2 pertencentes a s que são equidistantes de Q.
04) Se C : x² + y² =1, então toda reta secante a C paralela ao eixo x tem equação y = b, onde b∈(−1,1).
08) Se C é dada por x² + y² − 2x + 2y + 2 = 9 e s é a reta que passa por (2,0) e é paralela ao eixo y, então s é tangente a C.
16) A circunferência C : (x +1)² + ( y − 4)² = 9 tem centro sobre a reta s : y = 3x + 7 e seu raio é igual ao coeficiente angular de s.

3º) (UEM 2015) Considere as retas r : y = 2x, s : 3y − 6x − 3 = 0 e a reta l que passa por (1, 2) e (1,3). Assinale o que for correto.

01) As retas r e s são concorrentes.
02) As retas l e r são perpendiculares.
04) A distância entre os pontos de coordenadas (1, 2) e (1,3) é 1.
08) O triângulo, formado pela origem e pelos pontos em que s intercepta os eixos, tem área 14 .
16) A circunferência de centro na interseção de l com o eixo x e que passa pelo ponto onde r também intercepta o eixo x é dada por x² + y² =1.

Graciliano Ramos

1º) (ITA 2016) No romance São Bernardo, de Graciliano Ramos, o desenlace trágico decorre sobretudo

A ( ) do fato de Madalena ter se casado unicamente por necessidade financeira.
B ( ) das dúvidas de Paulo Honório quanto à paternidade do filho de Madalena.
C ( ) da tristeza final de Paulo Honório, que o leva a se desinteressar pela fazenda.
D ( ) dos envolvimentos sexuais de Paulo Honório com as empregadas da fazenda.
E ( ) dos conflitos nascidos da diferença de mentalidade e de temperamento do casal.

2º) (ITA 2014) Acerca da representação da infância em Vidas secas, de Graciliano Ramos, é INCORRETO dizer que

A ( ) tanto o menino mais velho como o mais novo encontram pouca alegria no ambiente inóspito em que vivem.
B ( ) os dois meninos sentem muito afeto pela cachorra Baleia, companheira inseparável da família.
C ( ) o menino mais velho se rebela contra a situação da família e contra a brutalidade de Sinhá Vitória.
D ( ) o menino mais novo quer ser igual ao pai e o mais velho entra em conflito com a mãe quando falam sobre o inferno.
E ( ) quando o menino mais velho associa o lugar em que vive com a ideia de inferno, começa a deixar de ser criança.

Carlos Drummond de Andrade

1º) (ENEM 2014)

                                  Mãos dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história.
Não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista na janela.
Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida.
Não fugirei para ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os
homens presentes,
a vida presente.
ANDRADE, C. D. Sentimento do mundo. São Paulo: Cia. das Letras, 2012.

         Escrito em 1940, o poema Mãos dadas revela um eu lírico marcado pelo contexto de opressão política no Brasil e da Segunda Guerra Mundial. Em face dessa realidade, o eu lírico

A) considera que em sua época o mais importante é a independência dos indivíduos.
B) desvaloriza a importância dos planos pessoais na vida em sociedade.
C) reconhece a tendência à autodestruição em uma sociedade oprimida.
D) escolhe a realidade social e seu alcance individual como matéria poética.
E) critica o individualismo comum aos românticos e aos excêntricos.

2º) (UEM 2015) Assinale o que for correto sobre o poema abaixo e sobre seu autor, Carlos Drummond de Andrade.


                              No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. São
Paulo: Companhia das Letras, 2012. p.237)

Hidrostática

1º) (UPE 2015) Considere as afirmações a seguir que analisam a situação de um carro sendo erguido por um macaco hidráulico.


Estão CORRETAS apenas

a) I e IV.
b) II e V.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e V.


2º) (UFSC 2014) Pedro (50 kg), Tiago (53 kg) e João (60 kg), três jovens que passam férias em uma praia de Florianópolis, encontram uma prancha de surfe tamanho 6’ 7’’, com largura do meio 18’’, espessura 2 3/8’’ e densidade 0,05 g/cm³. Como não entendem muito de surfe, mas conhecem muito de Física, resolvem fazer testes em uma piscina de água doce, realizar alguns cálculos e discutir conceitualmente sobre as propriedades físicas envolvidas na prática do surfe. Os jovens modelam a prancha como um paralelepípedo de comprimento 2,0 m, largura 0,45 m e altura 6,0 cm.
As conclusões obtidas foram sintetizadas nas afirmações abaixo.
Com base no enunciado, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).

01. A altura da parte submersa da prancha quando flutua na água é de 0,3 cm.
02.O princípio de Arquimedes declara que todo corpo leve flutua na água e todo corpo pesado afunda.
04. Quando aumenta a densidade da água na qual a prancha está flutuando, diminui a altura da parte submersa.
08. A prancha suportaria apenas o peso de Pedro e Tiago, em pé sobre ela, sem afundar.
16. A força de empuxo que atua sobre a prancha em flutuação existe porque a pressão que a água exerce sobre a prancha aumenta com a profundidade.





Lima Barreto

1. (UFU 2015.2)

 ―Mamãe, Mamãe!
―Que é minha filha?
―Nós não somos nada nesta vida.
Todos os Santos -Rio de Janeiro-Dezembro de 1921-janeiro de 1922.


BARRETO, Lima. Clara dos Anjos. Tecnoprint/Ediouro, s/d. p. 77.

De acordo com o trecho acima, assinale a alternativa correta.

A) O diálogo entre dona Engrácia e sua filha Clara simboliza de forma alegórica a desumanização da mulher negra e pobre, numa sociedade regida por D. Pedro I, mas manipulada por uma elite branca preconceituosa.
B) Este pequeno diálogo pode ser considerado uma metáfora de uma classe social típica da Primeira República: indivíduos escravos, sem perspectiva de ascensão econômica, os quais lutavam pela assinatura da Lei Áurea.
C) O diálogo entre Clara e sua mãe, Engrácia, que aparece ao final do romance Clara dos Anjos, publicado em plena Monarquia, simboliza a falta de perspectiva da mulher negra, analfabeta e pobre.
D) Este pequeno diálogo, que fecha o final do romance Clara dos Anjos, pode ser considerado uma metáfora do sofrimento de uma classe social que, mesmo com a assinatura da Lei Áurea, continuava estigmatizada etnicamente.


Geometria Plana

1º) (IFPI 2015) Considere um polígono regular que possui a partir de cada um de seus vértices 21 diagonais. Então, quanto mede cada ângulo interno desse polígono?

a) 150º
b) 160º
c) 165º
d) 170º
e) 175º

2º) (UFLA 2015) Uma folha de papel quadrada de lado com comprimento de 8 centímetros é dobrada 2 vezes, como indicado na figura:




Após essas dobraduras, a área do triângulo formado é:
(A) 32 centímetros quadrados.
(B) 16 centímetros quadrados.
(C) 16 2 centímetros quadrados.
(D) 8 2 centímetros quadrados.

3º) (UFLA 2015) Se um hexágono está inscrito num círculo de raio r, então o segmento AB mede:



(A) 2r
(B) r
(C) r√2
(D) r3

Tomás Antônio Gonzaga

(IFPI 2015) TEXTO PARA AS QUESTÕES 1 E 2 


                   Marília de Dirceu – Parte I
                                   Lira V

“Acaso são estes
Os sítios formosos,
Aonde passava
Os anos gostosos?
São estes os prados,
Aonde brincava,
Enquanto passava
O gordo rebanho,
Que Alceu me deixou?
São estes os sítios?
São estes; mas eu
O mesmo não sou.
Marília, tu chamas?
Espera, que eu vou.”

(Tomás Antônio Gonzaga)

1º) Os versos acima refletem aproximação do autor com os princípios estéticos da poesia:

a) árcade
b) romântica
c) naturalista
d) modernista
e) parnasiana

Histologia

1. (UFU 2016.2) Observe os diferentes tecidos apresentados nas figuras I, II, III e IV.

As origens embrionárias dos tecidos são, respectivamente,

A) mesoderme, endoderme, mesoderme e ectoderme.
B) endoderme, ectoderme, mesoderme e mesoderme.
C) ectoderme, mesoderme, mesoderme e ectoderme.
D) ectoderme, mesoderme, endoderme e mesoderme.


Conjuntos

1º) (IFMA 2016) Uma consulta feita com 55 pessoas sobre o consumo de dois tipos de sucos, A e B, resultou no seguinte: 30 pessoas gostam do suco tipo A, 20 pessoas gostam do suco tipo B e 10 pessoas gostam dos dois tipos de sucos. Neste caso, o número de pessoas que não gostam de nenhum dos tipos de sucos é:

a) 18
b) 12
c) 10
d) 16
e) 15

2º) (UFLA 2016) O diagrama de Venn mostra a configuração dos conjuntos A, B, C, D e E, em que cada intercessão contém apenas um elemento.

O número de elementos do conjunto E é igual ao número de elementos do conjunto D mais um.
O número de elementos do conjunto D é igual ao número de elementos do conjunto C mais um.
O número de elementos do conjunto C é igual ao número de elementos do conjunto B mais um.
O número de elementos do conjunto B é igual ao número de elementos do conjunto A mais um.

Somando o número de elementos de todos os conjuntos, têm-se 60 elementos. O número de elementos da união O número de elementos da união  A∪ B D E é:



(A) 50
(B) 55
(C) 56
(D) 60






Euclides da Cunha

(MACKENZIE 2015) Texto para as questões de 01 a 03


1º) A partir do fragmento de Os Sertões, pode-se afirmar que todas as afirmações estão corretas, EXCETO:

a) o autor compõe seu texto com traços tanto de uma prosa científica quanto de uma prosa literária.
b) a constante utilização de termos científicos, como cumeadas, taludes e morfogenia, compromete o valor literário da obra.
c) destacam-se contrastes geográficos do Brasil, como evidenciado no fragmento: Mas ao derivar para as terras setentrionais diminui gradualmente de altitude (linhas 04 e 05)
d) há uma detalhada descrição da região embasada pelo conhecimento das Ciências Naturais.
e) a opção pela utilização de mais de um adjetivo para caracterizar o substantivo, como em escarpas inteiriças, altas e abruptas (linhas 01 e 02), está vinculada à ideia da objetividade científica.

Progressão Geométrica (PG)

1º) (UNICAMP 2016) Seja (a,b,c) uma progressão geométrica de números reais com a ≠ 0 .Definindo s = a + b + c , o menor valor possível para s / a é igual a

a) 1/2.
b) 2/3.
c) 3/4.
d) 4/5.

2º) (IFMA 2016) Paulo foi a uma loja de sua cidade e comprou um ventilador em 8 parcelas, sendo a primeira de R$ 128,00 e o valor de cada parcela, a partir da segunda, equivalente a 50% do parcela anterior. Ao final, quanto Paulo pagou pelo ventilador?

a) R$ 212,50
b) R$ 255,00
c) R$ 275,00
d) R$ 248,00
e) R$ 265,00

João Cabral de Melo Neto

 (IFPE 2016) Texto 01 - Questões 1 e 2


1º) “O cão sem plumas” é um poema composto por 426 versos, de autoria do poeta modernista João Cabral de Melo Neto. Sobre o excerto reproduzido acima, analise as afirmativas abaixo.

I. Em “O cão sem plumas”, João Cabral denuncia não apenas o estado do rio Capibaribe, mas ressalta a exclusão da população ribeirinha.
II. Ao afirmar que “Aquele rio era como um cão sem plumas”, o autor destaca a extensão do rio, que corta todo o estado de Pernambuco.
III. O cão sem plumas tematiza uma denúncia social sem cair no tom panfletário ou romantizado.
IV. A imagem do cão sem plumas, sem enfeites, sem adornos é uma metáfora criada por João Cabral para representar o rio Capibaribe.
V. Como o rio Capibaribe ocupa a posição de protagonista do poema, não há espaço para tratar da região, do povo ou da cidade que o circunda.

Estão corretas apenas:

a) III e IV.
b) I, II e V.
c) I, III e IV.
d) I, III e V.
e) III e V.

2º) O poema “O cão sem plumas” se constrói em duas instâncias: a da geografia física, com a descrição objetiva do rio; e a da geografia humana, que ressalta as condições sociais do homem que habita suas margens. O trecho do poema que melhor representa essa afirmação é:

a) A cidade é passada pelo rio/ como uma rua/ é passada por um cachorro.
b) O rio ora lembrava /a língua mansa de um cão, /ora o ventre triste de um cão.
c) Aquele rio/era como um cão sem plumas. /Nada sabia da chuva azul.
d) Como o rio /aqueles homens /são como cães sem plumas.
e) Sabia dos caranguejos / de lodo e ferrugem. / Sabia da lama / como de uma mucosa.

Funções

1º) (UFLA 2015) As funções f(x) e g(x) têm como seus gráficos as retas:




O gráfico da função obtida pelo produto h(x) = f(x).g(x) é da forma:

     
                     









José de Alencar

(FUVEST 2015) TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 01 A 04



José de Alencar, Til.
* moquirão = mutirão (mobilização coletiva para auxílio mútuo, de caráter gratuito).

1º) Considere os seguintes comentários sobre diferentes elementos linguísticos presentes no texto: 

I. Em “alcançou o capanga um casal de velhinhos” (L.1-2), o contexto permite identificar qual é o sujeito, mesmo este estando posposto.
II. O verbo sublinhado no trecho “que seguiam diante dele  o mesmo caminho” (L. 2-3) poderia estar no singular sem prejuízo para a correção gramatical. 
III. No trecho “que destinavam eles uns cinquenta mil réis” (L. 5), pode-se  apontar um uso informal do pronome pessoal reto “eles”, como na frase “Você tem visto eles por aí?”.

Está correto o que se afirma em

a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) III, apenas.
d) I e II, apenas.
e) I, II e III.

2º) Considerada no contexto, a palavra sublinhada no trecho “mal seus olhos descobriram entre os utensílios a enxada” (L. 17-18) expressa ideia de:

a) tempo.
b) qualidade.
c) intensidade.
d) modo.
e) negação.

3º) As  práticas de  Jão  Fera que  permitem ao narrador classificá-lo como “capanga” assemelham-se, sobretudo, às da personagem citadina do

a) valentão Chico-Juca, nas Memórias de um sargento de milícias.
b) malandro Prudêncio, nas Memórias póstumas de  Brás Cubas.
c) arrivista Miranda, em O cortiço.
d) agregado Zé Fernandes, em A cidade e as serras
e) soldado amarelo, em Vidas secas.

Gregório de Matos

1º) (UPE 2016) Gregório de Matos, poeta baiano, que viveu no século XVI, produziu uma poesia em que satiriza a sociedade de seu tempo. Execrado no passado por seus conterrâneos, hoje é reconhecido como grande poeta, sendo, inclusive, sua poesia satírica fonte de pesquisa histórica.

          Leia os poemas e analise as proposições a seguir:

I. Além de poeta satírico, o Boca do Inferno também cultivou a poesia lírica, composta por temas diversificados, pois nos legou uma lírica amorosa, erótica e religiosa e até de reflexão sobre o sofrimento, a exemplo do poema II. 
II. Considerado tanto poeta cultista quanto conceptista, o autor baiano revela criatividade e capacidade de improvisar, segundo comprovam os versos do poema I, em que realiza a
crítica à situação econômica da Bahia, dirigida, na época, por Antônio Luís da Câmara Coutinho. 
III. Em Triste Bahia, poema I, musicado por Caetano Veloso, Gregório de Matos identifica-se com a cidade, ao relacionar a situação de decadência em que se encontram tanto ele quanto a cidade onde vive. O poema abandona o tom de zombaria, atenuando a sátira contundente para tornar-se um quase lamento. 
IV. Os dois poemas são sonetos, forma fixa herdada do Classicismo, muito pouco utilizada pelo poeta baiano, que desprezou a métrica rígida e criou poesia em versos brancos e livres. 
V. Como poeta barroco, fez uso consciente dos recursos estéticos reveladores do conflito do homem da época, como se faz presente na antítese que encerra o II poema: “Horas de
inferno, instantes de alegria”.

Estão CORRETAS apenas

a) I, II, III e V.
b) I, II e IV.
c) IV e V.
d) I, III e IV.
e) I, IV e V.

Álvares de Azevedo

(UFLA 2015) Leia, a seguir, o poema para responder às questões 1 e 2.



A MINHA ESTEIRA

Aqui do vale respirando à sombra
Passo cantando a mocidade inteira...
Escuto no arvoredo os passarinhos
e durmo venturoso em minha esteira.

Respiro o vento, e vivo de perfumes
No murmúrio das folhas da mangueira;
Nas noites de luar aqui descanso
E a lua enche de amor a minha esteira.

Aqui mais bela junto a mim se deita
Cantando a minha amante feiticeira;
Sou feliz como as ternas andorinhas
E meu leito de amor é minha esteira!

Nem o árabe Califa, adormecendo
Nos braços voluptuosos da estrangeira,
Foi no amor da Sultana mais ditoso
Que o poeta que sonha em sua esteira!

Aqui no vale respirando à sombra
Passo cantando a mocidade inteira;
Vivo de amores; morrerei sonhando
estendido ao luar na minha esteira!

Fonte: AZEVEDO, Álvares de. Melhores poemas (seleção Antonio Candido). Rio de Janeiro: Global, 2013.



1º) No contexto da consolidação dos valores burgueses no Brasil, o papel social da mulher está ligado ao casamento tradicional. Sendo assim, essa deve ser casta e livre de desejos carnais. O "eu lírico" do poema:

(A) Recusa as convenções burguesas para a mulher através do imaginário.
(B) Estabelece um tipo feminino somente para satisfazer seus desejos.
(C) Evade-se para um mundo onde a mulher é pura, idealizada.
(D) Reafirma as normas da sociedade burguesa para a mulher.

2º) A relação do "eu lírico" com a paisagem, no poema, revela:

(A) a busca, na natureza, de um estado da alma.
(B) o pitoresco nativismo da escola romântica.
(C) o refúgio para lugares estrangeiros.
(D) a simplicidade de um lugar pobre.


Genética

1. (UFU 2015.2) Em uma determinada raça de cão há três possibilidades de cores de pelo: preta, amarela e marrom. O alelo M é responsável pela cor preta, e seu alelo recessivo, pela cor marrom. O gene E, não alélico de M, condiciona o depósito de pigmento preto ou marrom no pelo. Já o alelo recessivo (e) impede esse depósito, originando o pelo amarelo.

No cruzamento entre dois cães dessa raça, um de pelo preto heterozigoto para os dois pares de genes e outro marrom descendente de uma mãe amarela, espera-se na descendência uma proporção fenotípica de:

A) 6 pretos: 2 amarelos.
B) 3 pretos: 3 marrons: 2 amarelos.
C) 3 pretos: 5 marrons.
D) 4 pretos: 3 marrons: 1 amarelo.

2. (UPE 2016)
Qual alternativa explica o ocorrido?

a) A gatinha é diferente da mãe biológica (Marie), pois a gata que a gestou possui genoma distinto,
contribuindo com um dos X.
b) A inativação do X fez a gatinha heterozigota expressar um dos alelos em certas áreas do corpo, e o
outro alelo, nas demais regiões, de forma aleatória.
c) Para haver sucesso na clonagem, o espermatozoide e o óvulo precisariam ter sido de um tio e de
Marie, respectivamente, para que os cromossomos X possuíssem alelos diferentes.
d) Como a herança é multifatorial, além dos genes implicados, a dieta deveria ter sido cuidadosamente
planejada para se obter o mesmo padrão de pelagem.
e) A condensação dos cromossomos X ocorre após o primeiro ano de idade, logo o padrão da
pelagem só estará definido após esse período.

Lançamentos


1º) (UFSC 2014) O lançamento do dardo é um desporto relacionado ao atletismo e é praticado por homens e mulheres. É uma modalidade olímpica que consiste em arremessar o mais longe possível
um dardo, no caso dos homens, com 800,0 g de massa e comprimento de 2,70 m. O recorde mundial masculino é de 98,48 m e o recorde olímpico é de 90,17 m. Em um lançamento do dardo, o atleta aplica uma técnica que resulta em um lançamento que faz entre 30º e 45º com a horizontal e uma velocidade de aproximadamente 100,0 km/h. Vamos considerar um lançamento de 30º, velocidade de 25 m/s, admitir o dardo como um ponto material, desconsiderar qualquer tipo de atrito e definir que a aceleração da gravidade seja de 10 m/s².

Com base no que foi exposto, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).
(Dados: sen 30º=0,5; cos 30º=0,8)

01. No ponto mais alto da trajetória do dardo, toda a energia cinética de lançamento foi transformada em energia potencial gravitacional.
02.A energia cinética de lançamento é de 250 J, independentemente do ângulo de lançamento.
04. A altura máxima alcançada pelo dardo é de aproximadamente 31,25 m.
08.O alcance horizontal do dardo depende dos seguintes fatores: velocidade de lançamento, ângulo de lançamento e massa do dardo.
16. Podemos considerar a situação pós-lançamento do dardo até a chegada em solo como sistema conservativo.




2º) (IFCE 2015) Uma pedra de massa 2 kg é abandonada de uma altura de 45 metros em relação ao solo. Considerando-se o valor da aceleração da gravidade local (g) igual a 10 m/s², o valor da energia cinética da pedra, ao atingir o solo, em KJ, vale

A) 0,5.
B) 0,8.
C) 0,7.
D) 0,6.
E) 0,9.

Progressão Aritmética (PA)

1º) (IFPE 2016) Na fabricação de mesas de reunião, uma fábrica trabalha com vários modelos e tamanhos. As mesas redondas são todas acompanhadas com uma certa quantidade de poltronas a depender do tamanho da mesa, conforme a figura abaixo:


               O primeiro modelo acompanha 3 poltronas, o segundo modelo acompanha 6 poltronas, o terceiro, 9 poltronas e assim sucessivamente, isto é, sempre um modelo de mesa acompanha 3 poltronas a mais em relação ao modelo anterior.
                Um cliente adquiriu uma unidade de cada um dos 10 primeiros modelos de mesa circular. Como todo patrimônio da sua empresa é identificado a partir de uma etiqueta adesiva, quantos adesivos devem ser confeccionados para que cada uma das mesas e poltronas adquiridas seja devidamente etiquetada?

a) 165
b) 175
c) 30
d) 40
e) 10